Depois de uma semana extremamente corrida finalizando as coisas no trampo (tive que deixar minha boss na mão na semana mais louca do ano pra ela...ainda bem que ela é companheiríssima e compreendeu!) e arrumando as coisas pra viajar, consegui finalmente as 18:30h de sábado fechar a mala. Já tinha tido o agravante de só na 4a anterior ter conseguido confirmar a mudança do voo, que tinha sido mudada pro dia 13, ao invés do dia 15. Tive uma horinha pra tomar aquela cervejinha de despedida e 'voei' pro aeoroporto! 22kg no barril/marinheira, mais 15kg bagagem de mão!!
Voo noturno pro Rio, com direito a Bernardinho, Carlos Alberto Riccielly (viche, é assim que escreve??) e o time todo feminino, e seus 2 metros de pernas, de volei sei lá eu de onde, a bordo. Chegando lá, táxi do Santos Dummont até o Hotel (Hotel Turístico, Ladeira da Gloria, 30; Flamengo, podrão a R$100/dia, com bom café da manhã) - R$12. Recepção parecia uma coisa louca, com vidros a prova de bala!
Fui dormir, mas só consegui dormir as 3 da manhã, pra acordar as 6h. Tinha pedido pro cara da recepçao me acordar as 5:30 e ele ligou, daí ligou de novo as 6h, perguntando se eu tinha voltado a dormir...e não é que eu tinha mesmo!!
O táxi já estava me esperando e eu saí correndo, meio que sem café. Fui até o Galeão velho, ou CAN/RJ, que é o nome oficial e lá já dei de cara com o Schulmann. Também encontrei o Comandante Marcello e o Antonio, além da Nathalie (miss TPA), da Maysa, Carol, entre outros do TPA.
Já conheci uma galera: Setzer (meteorologia), Gabriel (meteoro), outro Gabriel, Edna, Comandante Martins (piloto), os outros dois pilotos novinhos, Moura (aux. cuca), sub Sergio (com quem falei várias vezes via email e telefone), Bel, Fernanda, Rosalinda, Rafael, Thais, Manu, e mais uma galera da marinha, auxiliares do voo.
Esperamos no aeroporto pra pegar o Hércules C-130, avião da FAB, usado pra carga e combate, aqueles de filme mesmo, sem janelas, que abre a traseira e de onde pula todo mundo de paraquedas. Fomos todos espremidinhos até Pelotas, com bancos em oposição, meio sem espaço pras pernas. Sorte a minha que fui lá atrás onde pude esticar a perna e levantar o quanto eu quis.
Também estava perto do banheiro (que por sorte não estava cheirando), o que evitou algumas escaladas por entre as pernas das pessoas. Aliás, pra se locomover era assim... o pessoal evitou o máximo, mas eu, escaladora que estou, encontrei várias desculpas pra escalar entre as pessoas.
Isso sem falar das malas amontoadas em cimas de nossas cabeças. Quem estava na parte mais interna do avião se deu bem porque seria mais dificilmente atingido no caso de uma turbulência. Na verdade, posso até descrever aqui como era, mas só estando lá mesmo pra sentir.
Mas lógico que não posso deixar de citar as coisas boas do voo. A primeira que gostaria de citar é o serviço de bordo. Muito melhor que a maioria dos voos comerciais de hoje! Com a tia Alice, uma senhora nos seus 70 anos que já voou pra Antartica umas 150 vezes, no controle, não tinha como ficar melhor! A comida quentinha e o refri também. Café doce!!
Outra coisa que é muito boa no Hercules, é a visita à cabine do piloto. Aliás, o melhor lugar da aeronave. Poltronas acolchoadas e espaçosas (e até giratórias), um sofá e um beliche e, logicamente, aquela janela ampla com aquele visual lá em baixo. Melhor ainda é o cafézinho oferecido pelo Ximenez e a aula do Cc. Martins. Realmente imperdível!
Finalmente, não poderia deixar de falar da ventilação do avião. Como o avião não conta com forro e possui toda a tubulação aparente, permite uma boa circulação de ar. Lá atrás, por ser mais espaçoso, fresco, e até frio. No meio o calor humano se encarrega do aquecimento. Em relação ao barulho, eu achei tranquilo, mas tem gente que usou ou o ipod, outros os tampões de ouvido cedidos pela SECIRM.
Depois de 3 horas de voo, pousamos em Pelotas. Já no aeroporto, pegamos as andainas com todo a roupa requisitada pra levar pra estação. Segui o conselho do Beto e de roupa só levei o polipropileno. Talvez eu me arrependa!
O Baixo tinha falado pra eu não me preocupar e garantiu que pra alpinista o pessoal da ESANTAR procurava escolher material bom. Não foi bem o que eu notei. O elástico do Manaslu, por exemplo, nem esticava mais, de tão ressecado. O macacão de trabalho dava dois de mim, e a jardineira não veio HH como eu tinha pedido... Enfim, levei o que tinha e rezei pra tudo dar certo lá. Fora a bota (número 6), que tava apertada, pedi um número 7, pareciam três números maior, daí trouxeram uma 8 que ficou perfeita! Vai entender!
Fui a última a entregar a andaina conferida, então tive que levá-la até o avião. Já estava praticamente todo mundo no ônibus, esperando pra ir pro Hotel Manta (R$160/quarto), mas não me senti culpada, porque como o Bareta já falava, se não tiver tudo certo, f...então, take your time...
Grande Bia,
ResponderExcluirFeliz Natal!!! Qdo o bom velhinho sair da Lapônia e cruzar seu céu antartico, mande lembranças minhas :)))
Tire milhares de fotos e mande para seus amigos, estamos torcendo para q dê tudo certo para vc aí.
Bjão e se cuida.
Ayrton
Querida amiga!
ResponderExcluirQue delícia de notícia - Antartica e BLOG! Mantenha atualizado e sempre estarei por aqui. Quando tiver um tempinho, pinte no meu BLOG também para uma visita. Aproveite aí e conte tudo, ou quase! Beijo enorme.